Neste 3 de maio, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, há motivos para comemorar: a revolução nos países árabes representou um duro golpe para a censura e as restrições ao direitos de expressão e informação. Mas o planeta ainda convive com dezenas de casos de prisão e assassinato de jornalistas.
No dia 14 de janeiro, uma rebelião popular iniciada no mês anterior forçou o ditador da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, a renunciar e fugir do país, após mais de 23 anos de poder. Em fevereiro, foi a vez de o ditador do Egito, Hosni Mubarak, cair – e a chamada primavera árabe se estendeu pelo norte da África e pelo Oriente Médio, sacudindo regimes autoritários e ditaduras de nações como Líbia, Iêmen e Bahrein.
Hoje, no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, é possível comemorar um resultado importante das revoluções árabes: o irreversível ganho em liberdade de expressão – tanto para os cidadãos quanto para a mídia. Novos veículos de comunicação estão surgindo e muitos outros devem estar por vir. Os relatos que vêm da região comprovam, como tem ocorrido repetidas vezes ao redor do mundo, que a censura e o controle da informação servem ao interesse de poucos privilegiados, permitindo que os direitos humanos sejam ignorados e levando à impunidade e à corrupção.
Mas a livre expressão e o direito de se exercer o jornalismo são desrespeitados também em outros continentes: em 2010, 66 jornalistas foram mortos em todo o mundo – 20 dessas mortes foram registradas nas Américas. Outra forma de silenciar os repórteres é a prisão: no ano passado, 145 jornalistas foram presos, 43 somente no Oriente Médio e no norte da África (leia na página ao lado o relato de um jornalista tunisiano encarcerado).
Em muitos países, censura é rotina
O maior acesso à informação e o envolvimento das pessoas em decisões que afetam suas vidas são considerados passos essenciais para resolver os males que as afligem, incluindo o desemprego e a desigualdade. Além disso, a imprensa livre e responsável promove a transparência, fomenta o debate público e ajuda a assegurar que os governos deem atenção às preocupações e aspirações de seus cidadãos.
Todos no mundo árabe, inclusive os líderes atuais, reconhecem que uma mudança é necessária, urgente e não pode tardar. As reformas registradas até agora no Egito e na Tunísia são frágeis, mas promissoras – e, o mais importante, deram esperança a milhões de pessoas. A coragem dos jovens se manifestando na região em favor de seus direitos conquistou admiradores por todo o mundo. No entanto, essa juventude ficou chocada, por exemplo, com a detenção de um blogueiro egípcio por suas críticas aos militares, depois da queda de Mubarak. Eles estão, com razão, transtornados com notícias de prisões,desaparecimento e tortura de ativistas desde que o governo de transição, liderado por uma junta militar, foi formado. E eles veem sites que publicaram notícias sobre esses incidentes sendo bloqueados – e leis caducas sendo empregadas para silenciar os críticos.
Milhões de pessoas ao redor do mundo vivem em países onde o fluxo de informações é fortemente controlado, a censura faz parte da rotina e a liberdade de expressão é desencorajada ou reprimida. Isso tudo pode ser visto no Oriente Médio e no norte da África. Uma pesquisa recente indica que três em cada quatro pessoas nessas regiões vivem em áreas onde não há liberdade de imprensa alguma – e apenas uma em cada 20 tem acesso a uma imprensa totalmente livre. De acordo com o mais recente relatório sobre liberdade de imprensa feito pela ONG Repórteres Sem Fronteiras, somente o Líbano figura entre os 80 melhores países. Irã, Síria e Iêmen estão entre os 10 piores colocados.
No dia 14 de janeiro, uma rebelião popular iniciada no mês anterior forçou o ditador da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, a renunciar e fugir do país, após mais de 23 anos de poder. Em fevereiro, foi a vez de o ditador do Egito, Hosni Mubarak, cair – e a chamada primavera árabe se estendeu pelo norte da África e pelo Oriente Médio, sacudindo regimes autoritários e ditaduras de nações como Líbia, Iêmen e Bahrein.
Hoje, no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, é possível comemorar um resultado importante das revoluções árabes: o irreversível ganho em liberdade de expressão – tanto para os cidadãos quanto para a mídia. Novos veículos de comunicação estão surgindo e muitos outros devem estar por vir. Os relatos que vêm da região comprovam, como tem ocorrido repetidas vezes ao redor do mundo, que a censura e o controle da informação servem ao interesse de poucos privilegiados, permitindo que os direitos humanos sejam ignorados e levando à impunidade e à corrupção.
Mas a livre expressão e o direito de se exercer o jornalismo são desrespeitados também em outros continentes: em 2010, 66 jornalistas foram mortos em todo o mundo – 20 dessas mortes foram registradas nas Américas. Outra forma de silenciar os repórteres é a prisão: no ano passado, 145 jornalistas foram presos, 43 somente no Oriente Médio e no norte da África (leia na página ao lado o relato de um jornalista tunisiano encarcerado).
Em muitos países, censura é rotina
O maior acesso à informação e o envolvimento das pessoas em decisões que afetam suas vidas são considerados passos essenciais para resolver os males que as afligem, incluindo o desemprego e a desigualdade. Além disso, a imprensa livre e responsável promove a transparência, fomenta o debate público e ajuda a assegurar que os governos deem atenção às preocupações e aspirações de seus cidadãos.
Todos no mundo árabe, inclusive os líderes atuais, reconhecem que uma mudança é necessária, urgente e não pode tardar. As reformas registradas até agora no Egito e na Tunísia são frágeis, mas promissoras – e, o mais importante, deram esperança a milhões de pessoas. A coragem dos jovens se manifestando na região em favor de seus direitos conquistou admiradores por todo o mundo. No entanto, essa juventude ficou chocada, por exemplo, com a detenção de um blogueiro egípcio por suas críticas aos militares, depois da queda de Mubarak. Eles estão, com razão, transtornados com notícias de prisões,desaparecimento e tortura de ativistas desde que o governo de transição, liderado por uma junta militar, foi formado. E eles veem sites que publicaram notícias sobre esses incidentes sendo bloqueados – e leis caducas sendo empregadas para silenciar os críticos.
Milhões de pessoas ao redor do mundo vivem em países onde o fluxo de informações é fortemente controlado, a censura faz parte da rotina e a liberdade de expressão é desencorajada ou reprimida. Isso tudo pode ser visto no Oriente Médio e no norte da África. Uma pesquisa recente indica que três em cada quatro pessoas nessas regiões vivem em áreas onde não há liberdade de imprensa alguma – e apenas uma em cada 20 tem acesso a uma imprensa totalmente livre. De acordo com o mais recente relatório sobre liberdade de imprensa feito pela ONG Repórteres Sem Fronteiras, somente o Líbano figura entre os 80 melhores países. Irã, Síria e Iêmen estão entre os 10 piores colocados.
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