quinta-feira, 30 de junho de 2011

 A vida é muito mais do que isso...
     "A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade."
                              
Carlos Drummond de Andrade

CASA ARRUMADA Carlos Drummond de Andrade

Casa arrumada  é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um
 cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os
 móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras
 e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições
 fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante,
 passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca
 ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar.

DO MUNDO VIRTUAL AO ESPIRITUAL Frei Betto


     
                Ao  viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do  Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus  mantos cor de açafrão.  Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São  Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares,  preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já  haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um  outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois  modelos produz felicidade?' 
  Encontrei  Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à  aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de  manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho  tanta coisa de manhã...' 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de  balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota  robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de  meditação!'  
               Estamos construindo  super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente  infantilizados.
              Uma progressista cidade do  interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de  ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não  tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em  relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como  estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como  fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?   
              Hoje, a  palavra é virtualidade.. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga  íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizi­nho de  prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos  virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais...
            A  palavra hoje é 'entretenimento' ; domingo, então, é o dia nacional da  imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se  apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a  publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é  o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este  tênis,­ usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!' O problema é  que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que  acaba­ precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a  neurose.
              O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento  globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para  uma boa saúde mental  três requisitos são indispensáveis: amizades,  auto-estima, ausência de estresse. 
               Há uma  lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média,  as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil,  constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shoppings  centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas;  neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de  missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há  mendigos, crianças de rua, sujeira pelas  calçadas...
                Entra-se naqueles claustros  ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista.  Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos  de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista,  sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito,  entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar,  certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na  eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo  hambúrguer do Mc Donald... 
               Costumo  advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo  um passeio socrático.' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates,  filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro  comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:
- "Estou apenas observando
quanta coisa existe de que
não preciso para ser  feliz !"

HOMENS

               

A primeira proteção testicular (sunga), foi usada no Hockey em 1874 e o primeiro capacete, apenas em 1974.   Significa isto que o homem levou 100 anos para compreender que o cérebro também é importante...
  (As senhoras, por favor, parem de rir, ok? )

segunda-feira, 27 de junho de 2011

"PAI COMEÇA O COMEÇO!"

Quando eu era criança e pegava uma tangerina para descascar, corria para meu pai e pedia: - "pai, começa o começo!". O que eu queria era que ele fizesse o primeiro rasgo na casca, o mais difícil e resistente para as minhas pequenas mãos. Depois, sorridente, ele sempre acabava descascando toda a fruta para mim. Mas, outras vezes, eu mesmo tirava o restante da casca a partir daquele primeiro rasgo providencial que ele havia feito.
Meu pai faleceu há muito tempo (e há anos, muitos, aliás) não sou mais criança. Mesmo assim, sinto grande desejo de tê-lo ainda ao meu lado para, pelo menos, "começar o começo" de tantas cascas duras que encontro pelo caminho. Hoje, minhas "tangerinas" são outras. Preciso "descascar" as dificuldades do trabalho, os obstáculos dos relacionamentos com amigos, os problemas no núcleo familiar, o esforço diário que é a construção do casamento, os retoques e pinceladas de sabedoria na imensa arte de viabilizar filhos realizados e felizes, ou então, o enfrentamento sempre tão difícil de doenças, perdas, traumas, separações, mortes, dificuldades financeiras e, até mesmo, as dúvidas e conflitos que nos afligem diante de decisões e desafios.
Em certas ocasiões, minhas tangerinas transformam-se em enormes abacaxis......
Lembro-me, então, que a segurança de ser atendido pelo papai quando lhe pedia para "começar o começo" era o que me dava a certeza que conseguiria chegar até ao último pedacinho da casca e saborear a fruta. O carinho e a atenção que eu recebia do meu pai me levaram a pedir ajuda a Deus, meu Pai do Céu, que nunca morre e sempre está ao meu lado. Meu pai terreno me ensinou que Deus, o Pai do Céu, é eterno e que Seu amor é a garantia das nossas vitórias.
Quando a vida parecer muito grossa e difícil, como a casca de uma tangerina para as mãos frágeis de uma criança, lembre-se de pedir a Deus:
"Pai, começa o começo!". Ele não só "começará o começo", mas resolverá toda a situação para você.
Não sei que tipo de dificuldade eu e você estamos enfrentando ou encontraremos pela frente. Sei apenas que vou me garantir no Amor Eterno de Deus para pedir, sempre que for preciso: "Pai, começa o começo!”.
 
Com carinho!
Vera

quarta-feira, 8 de junho de 2011

MARKETING

" Não ao resultado a qualquer custo."

"Marketing  deve ser referencia ao passado com foco no futuro."


" Marketing é o pensante.Vendas é o operante."

ÓDIO


" O contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor...Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada."
(Marta Medeiros)

Comentário sobre colocação na coluna de Celia Ribeiro no jornal Zero Hora

Olá Célia,


        Na edição de ZH,05/06/11,em sua página,um comentário de Rialda sobre beijos nos cumprimentos.
        Concordo com ela,acho que pode até  causar constrangimento dependendo da situação e das pessoas.
        Gostaria de comentar que observei que na cerimônia de posse de nossa presidente Dilma,ela beijava no rosto de todos quando recebia cumprimentos,achei errado.E ela tem repetido isso,inclusive no cumprimento à chefes de estado.
        Posso não estar certa,mas na posição de autoridade máxima de um país e também por ser mulher,esse gesto que passa impressão de maior intimidade,poderia ser evitado.
       Qual sua opinião?


Obrigada pela atenção


Claudia Farias


RESPOSTA:


Prezada Claudia:
Penso da mesma maneira que você. Fiz até um comentáiro sobre o mau exemplo que a Dilma está dando, por ocasião de sua posse. Volte sempre, me estimula bastante.
Um abraço
Celia

terça-feira, 7 de junho de 2011

EU ESTAVA LÁ!


Empresários de sucesso contam suas estratégias

Presidentes do Grupo RBS, Gerdau e Vonpar palestraram em evento da ADVB-RS


Três grandes empresários com atuação no Rio Grande do Sul lotaram ontem o Teatro do Bourbon Country, na Capital, para mostrar que os conceitos de marketing vão além da publicidade, da embalagem e de estratégias agressivas. Jorge Gerdau Johannpeter, presidente do Conselho de Administração da Gerdau, Nelson Sirotsky, presidente do Grupo RBS, e Ricardo Vontobel, presidente do Conselho de Administração da Vonpar, brindaram a plateia com ideias como a convicção de que apenas valores arraigados e autênticos produzem resultados.

Convidados do 20º Congresso de Marketing da ADVB-RS, participaram de um talk show comandado pela jornalista Glória Maria, com participação do presidente da entidade, Daniel Santoro. Instigados por perguntas da mediadora e do público, convergiram na certeza de que a verdade é a alma do marketing. Também falaram sobre como o poder público e o terceiro setor podem utilizar suas ferramentas para alcançar os objetivos estratégicos.
ZH DINHEIRO
Adriana Franciosi / Agencia RBS
Jorge Gerdau Johannpeter foi um dos palestrantes do evento
Foto:  Adriana Franciosi  /  Agencia RBS

sexta-feira, 3 de junho de 2011

XX CONGRESSO DE MARKETING ADVB/RS

  • Cláudia Farias (CIF 19), Novo Hamburgo - O marketing deve se ajustar na integração das tres gerações:x,y,z,ou seja,na maturidade vivencial da geração x,ao lado da complexa geração y,seguida da genialidade virtual da geração z.Muita criatividade e acompanhamento numa velocidade recorde para permanecer no cenário econômico.
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  • Eu ganhei!!!!Vou participar do congresso!!!!
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quinta-feira, 2 de junho de 2011

O PRIMEIRO DA CLASSE (OSVINO TOILLIER)

Não,não estou pensando em abordar o melhor aluno da classe em termos de rendimento escolar.Estou tomando com âncora o título do filme emblemático,em que um diretor teve gesto de comovente humanidade com um aluno deficiente,portador de síndrome desconhecida,chamada Tourette,que o fazia emitir sons desagradáveis e que pertubavam o andamento das aulas.
Encaminhado á direção por um professor,foi convidado pelo diretor a assistir ao concerto da orquestra da escola,emitindo os sons que pertubavam o espetáculo.
No final,convidado pelo diretor para vir ao palco e perguntado pela razão de tais barulhos,respondeu que eram consequência da síndrome,que fazia o cérebro emitir o barulho sem poder controlar.Perguntado pelo diretor o que poderiam fazer por ele,o menino respondeu:"Tratem-me como os demais.Quando me sinto acolhido,atenua-se o efeito da deficiência,de forma a torná-la menos intensa."O auditório,impactado pelo efeito da atitude inusitada do diretor, irrompe aplauso que se transforma em ovação,com todos em pé.
A cena é comovente,porque mostra a sensibilidade de um diretor que se inclina para a criança afetada por um mal terrível,que não tem cura, e o acolhe com todas as limitações.E mais do que isso:coloca-o em igualdade dos demais,retirando-o da condição de deficiência em razão da síndrome.
É disso que precisam pessoas deficientes, em busca de inclusão numa sociedade preconceituosa que discrimina os diferentes:serem aceitos e respeitados como tais.É o mínimo que podemos fazer por questão de humanidade.Incorporá-los em nosso meio,minimizandi-lhes o sofrimento e assegurando-lhes condição de igualdade.
Não há melhor contribuição para essas pessoas do que serem respeitadas em sua diferença e acolhidas como seres normais em meio aos semelhantes.
Acredite em você
O importante não é o que lhe fizeram, mas o que você fizer com o que lhe fizeram. Esta preciosidade foi concebida por cérebro iluminado de Sartre e remete à reflexão sobre a reação diante das circunstâncias da vida que temos de enfrentar. Não há blindagem contra isso. Quando a gente consegue colocar-se acima das reações epidérmicas e mergulhar na essência da vida, talvez consiga libertar-se das amarras que escravizam e nos tornam pesados como as correntes que aprisionam os condenados nas prisões.(Osvino Toiller)