"Não gosto de meias palavras, de gente morna, nem de amar em silêncio,
nem de nada pela metade. Gosto de tudo sem restrições. Sem medo. Sem
frases cortadas. Sem censura. Quer me entender? Não precisa! Quer me
fazer feliz? Me dê um chocolate, um bilhete, algo que você ganhou e não
gostou, uma mentira bonita pra me fazer sonhar. Não importa! Porque tdo
dia é dia de ser criança. E criança não liga pra preço, pra laço de fita
e cartão com relevo. Criança gosta é mesmo de abraço, beijo e surpresa.
E eu – como boa criança que sou – quero mais é rasgar o pacote!"
(Fernanda Mello)
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
por Carla Viviane Souza, quinta, 15 de setembro de 2011 às 13:32
"Fizeram
a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a
vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram
que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas
costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce
através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais
agradável.
Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém..."
Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém..."
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
terça-feira, 13 de setembro de 2011
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
PALAVRA DE MÉDICO-(PUBLICADO JORNAL ZERO HORA DE 03/09/11
SOLIDÃO,ESSA DOENÇA
Numa clínica de dor em Madri,na entrveista de cinco pacientes novos,o coordenador explicou que precisava avaliar o nível de sofrimento do gripo,e pediu que cada um classificasse sua dor,de 1 a 10,sendo 10 a maior dor imaginável.O primeiro nçao deixou por menos:cravou um dez com convicção.O segundo assumiu o mesmo escore,talvez temendo merecer menos atenção.O terceiro paciente,com a imagem da dor estampada,afirmou que na sua escala de sofrimento,17 ficaria bem.O quarto,impressionado com o martírio de seus pares,admitiu que 9 seria provavelmente mais justo.
O último paciente,um pouco envergonhado,referiu que sua graduação era 1.Quando omédico questionou sua presença nessa clínica-já que ele não deveria sentir dor-,ele afirmou:"eu tenho câncer como todos aqui,e como todos aqui,também vou morrer.Acontece que não tenho ninguém para cuidar de mim.Eu sei que isso não tem escore,mas podem acreditar que esta solidão é a pior dor."
O Código Internacional de Doenças(CID),por pura distração,ainda não catalogou a solidão como doença,mas ela é,sem dúvida,a grande enfermidade da sociedade contemporânea.A promiscuidade afetiva da vida moderna e a fantástica capacidade de interação instantânea contribui para a falsa sensação de que não estamos sozinhos.porém,quando uma circunstância especial como a doença restringe a nossa capacidade de comunicação,percebemos que a ilha da fraternidade que construímos com milhões de mensagens e torpedos afetuosos é pura fantasia.
O paciente,fragilizado pela ameaça de morte,sempre buscou na palavra do médico mais do que a promessa de ajuda.Ele quer um compromisso de parceria,admitindo que não ter com quem dividir sofrimento,só faz multiplicá-lo.
Quem trabalha com transplante,por exemplo,descobre no convívio com o desespero levado ao limite,que a disposição para lutar pela vida de pende de uma equação simples:amor para dar/amor para receber.
Os riscos do afeto ultrapassam todas as estimativas de sobrevida porque lhes encanta viver.Por outro lado,é triste flagrar o desinteresse com que os mal amados encaram a perpectiva de batalhar por uma vida que lhes negou a generosa cumplicidade do amor compartilhado.
Certo estava quem escreveu que a maior tragédia do homem é o que morre dentro dele,enquanto ele ainda está vivo.
por José J. Camargo
professor universitário e membro titular da Academia
Nacional de Medicina
Numa clínica de dor em Madri,na entrveista de cinco pacientes novos,o coordenador explicou que precisava avaliar o nível de sofrimento do gripo,e pediu que cada um classificasse sua dor,de 1 a 10,sendo 10 a maior dor imaginável.O primeiro nçao deixou por menos:cravou um dez com convicção.O segundo assumiu o mesmo escore,talvez temendo merecer menos atenção.O terceiro paciente,com a imagem da dor estampada,afirmou que na sua escala de sofrimento,17 ficaria bem.O quarto,impressionado com o martírio de seus pares,admitiu que 9 seria provavelmente mais justo.
O último paciente,um pouco envergonhado,referiu que sua graduação era 1.Quando omédico questionou sua presença nessa clínica-já que ele não deveria sentir dor-,ele afirmou:"eu tenho câncer como todos aqui,e como todos aqui,também vou morrer.Acontece que não tenho ninguém para cuidar de mim.Eu sei que isso não tem escore,mas podem acreditar que esta solidão é a pior dor."
O Código Internacional de Doenças(CID),por pura distração,ainda não catalogou a solidão como doença,mas ela é,sem dúvida,a grande enfermidade da sociedade contemporânea.A promiscuidade afetiva da vida moderna e a fantástica capacidade de interação instantânea contribui para a falsa sensação de que não estamos sozinhos.porém,quando uma circunstância especial como a doença restringe a nossa capacidade de comunicação,percebemos que a ilha da fraternidade que construímos com milhões de mensagens e torpedos afetuosos é pura fantasia.
O paciente,fragilizado pela ameaça de morte,sempre buscou na palavra do médico mais do que a promessa de ajuda.Ele quer um compromisso de parceria,admitindo que não ter com quem dividir sofrimento,só faz multiplicá-lo.
Quem trabalha com transplante,por exemplo,descobre no convívio com o desespero levado ao limite,que a disposição para lutar pela vida de pende de uma equação simples:amor para dar/amor para receber.
Os riscos do afeto ultrapassam todas as estimativas de sobrevida porque lhes encanta viver.Por outro lado,é triste flagrar o desinteresse com que os mal amados encaram a perpectiva de batalhar por uma vida que lhes negou a generosa cumplicidade do amor compartilhado.
Certo estava quem escreveu que a maior tragédia do homem é o que morre dentro dele,enquanto ele ainda está vivo.
por José J. Camargo
professor universitário e membro titular da Academia
Nacional de Medicina
Observe: normalmente, as pessos que reclamam da vida estão bem. Porque quem não está bem, respira fundo, traça o rumo e segue em frente. Não tem tempo para reclamar, porque tem muito a ser feito e, quase sempre, poucas alternativas.
Pense bem antes de reclamar de alguma coisa. No final, tudo se acerta, porque há alguém muito superior que olha por cada um de nós.
Deus é um Pai generoso que não desampara filho algum.
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