"Pode confiar na mulher que nunca joga fora o xampu qdo.termina.porque nunca acha que termina.
São vários potes no box do banheiro.Uma milícia de cheiros.Alguns virados para facilitar a saída desesperada da fragrância.
Um homem,diante daquela lágrima de cisne,não teria piedade e colocaria no lixo.
Não sem razão.É uma sobra simbólica que apenas se mexeria colocando água.Uma massa imóvel,que mal treme.O conteúdo não presta nem para dois enxágues.Para chorar um pouco no pulso,depende de tapas na bunda do pote.Todo xampu velho é um bebê nascendo.
Mas ela não descarta.Pensa que aquilo que não perfuma seus cabelos,é ainda capaz de perfumar suas mãos.
Permanece com a esperança de que um dia terá uma emergencia e ele será útil.Para seus olhos,nada está inteiramente morto,nada está inteiramente esgotado.
Contribuem para sua crença as brincadeiras de faz de conta na infãncia,a sopa de folhas,o refrigerante de terra.Não depende de muito para seguir vivendo,pede um mínimo de realidade;acostumada a sempre completar por sua conta.
Não existe paciência,somente fé.Mais da metade de um marido bom é imaginação feminina.
A mulher que não joga o xampu fora não jogará nenhum homem fora.A menos que ele esteja seco por dentro,acabado,sem nenhuma emoção para oferecer,consumido pelo silencio da esponja.Ela eliminará o sujeito de sua vida após várias tentativas,até se convencer de que ele não rende nem mais espuma.Nem mais passado.
o que me leva a concluir que quem pensa demais,não faz,não se arrisca,não se entrega.O pré-requisito é criado para impedir que mudanças aconteçam.
É necessário ser imaturo para amar,para engravidar,para juntar as tralhas e os pertences,construir uma casa em comum,e seguir ameaçado pelo humor do próximo.
merece o amor quem trabalha por ele,quem sofre por ele,quem não quis ser mais inteligente do que sensível,quem é absolutamente idiota para sacudir um pote de xampu já findo."
São vários potes no box do banheiro.Uma milícia de cheiros.Alguns virados para facilitar a saída desesperada da fragrância.
Um homem,diante daquela lágrima de cisne,não teria piedade e colocaria no lixo.
Não sem razão.É uma sobra simbólica que apenas se mexeria colocando água.Uma massa imóvel,que mal treme.O conteúdo não presta nem para dois enxágues.Para chorar um pouco no pulso,depende de tapas na bunda do pote.Todo xampu velho é um bebê nascendo.
Mas ela não descarta.Pensa que aquilo que não perfuma seus cabelos,é ainda capaz de perfumar suas mãos.
Permanece com a esperança de que um dia terá uma emergencia e ele será útil.Para seus olhos,nada está inteiramente morto,nada está inteiramente esgotado.
Contribuem para sua crença as brincadeiras de faz de conta na infãncia,a sopa de folhas,o refrigerante de terra.Não depende de muito para seguir vivendo,pede um mínimo de realidade;acostumada a sempre completar por sua conta.
Não existe paciência,somente fé.Mais da metade de um marido bom é imaginação feminina.
A mulher que não joga o xampu fora não jogará nenhum homem fora.A menos que ele esteja seco por dentro,acabado,sem nenhuma emoção para oferecer,consumido pelo silencio da esponja.Ela eliminará o sujeito de sua vida após várias tentativas,até se convencer de que ele não rende nem mais espuma.Nem mais passado.
o que me leva a concluir que quem pensa demais,não faz,não se arrisca,não se entrega.O pré-requisito é criado para impedir que mudanças aconteçam.
É necessário ser imaturo para amar,para engravidar,para juntar as tralhas e os pertences,construir uma casa em comum,e seguir ameaçado pelo humor do próximo.
merece o amor quem trabalha por ele,quem sofre por ele,quem não quis ser mais inteligente do que sensível,quem é absolutamente idiota para sacudir um pote de xampu já findo."
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