segunda-feira, 21 de março de 2016

(....)Favor não alimentar minhas esperanças,se você soubesse como o animal que mora aqui reage,você leria a placa.Mas você alimenta.De tempos em tempos,sem tempo bastante para ficar.Não é sobre mim ou sobre você,é só mais uma história com ponta solta e um final-se é que eu posso chamar de fina.-sem fim.Você diz oi e eu respondo,emplaco um assunto e você ri.Morremos nas apresentações quando eu achava que já te conhecia.
É só que eu queria ter tido algo,ponto final,nada fora do comum,Daí você pergunta algo e eu reluto,mas respondo.Tres dias depois,você pergunta de novo,demoro um pouco e respondo.Não consigo disfarçar o imediatismo.Agora já tem tres dias que você disse que já volta e não voltou,acho que era um recado.E agora o celular vibra,tudo novo de novo,não sei o que faço,tá tarde,eu preciso dormir.E agora encaro a tela e digito e apago,digito e apago.Resolvo responder,mas amanhã eu falo cinco vezes no espelho de novo pra ver se dá jeito.Desligo a internet e deito satisfeito.E de novo,eu prometo pra mim mesmo que nunca mais vou  te responder.Até a manhã seguinte...E é isso que mata:você tinha planos.Ou parecia ter.Quando foi que você desistiu deles e não me avisou?Fico com a impressão de que comprei as passagens e vou embora sozinho.O banco do lado fica vago,no seu lugar não vai mais ninguém.Melhor para mim,posso deitar no banco todo.Melhor para mim,é o que continuo dizendo.
E de lá pra cá eu sou remédio,você me toma em doses homeopáticas,você me deixa num cantinho e esquece a bula,esquece de seguir de tempos em tempos,até que para de tomar.

Daniel Bovolento


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